História

1. Início e extensão 

A Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora foi criada no ano de 1967 pelo arcebispo de Évora D. David de Sousa, e foi de imediato confiada ao cuidado pastoral dos Salesianos. A nova paróquia foi dedicada a Nossa Senhora Auxiliadora, tomando o título de “Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora” e passando assim a ser a primeira e, até ao presente, a única paróquia salesiana com este nome em Portugal.
A sua primeira configuração territorial era ligeiramente diferente da atual; de facto, no tempo do arcebispo D. Maurílio Gouveia houve uma reconfiguração das paróquias da cidade em ordem a que o território de cada uma ficasse a coincidir com o das respetivas freguesias; deste modo, alguns bairros que antes pertenciam à paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora deixaram de lhe pertencer, passando os limites territoriais a coincidir com os limites da então freguesia da Malagueira, numa extensão de cerca de 18 quilómetros quadrados.
Ao instituir a nova paróquia, o arcebispo D. David designou de imediato também a sua igreja paroquial, que passaria a ser a igreja que os salesianos de Évora, com a preciosa colaboração do benemérito Conde de Vilalva, tinham construído em honra de Nossa Senhora Auxiliadora, e que tinha sido solenemente benzida e inaugurada dois anos antes, no dia 20 de maio de 1965.  

2. População

A população da paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora é de cerca de 14.000 habitantes. Do ponto de vista social e económico, há uma grande diversidade, desde um sector populacional com um nível de vida bastante bom (empresários, médicos, engenheiros, arquitetos...), que se concentra em bairros como a Cartuxa, Vista Alegre, Tapada... até outro sector com um nível de vida bastante baixo, por vezes sem o mínimo indispensável, que se concentra em bairros como Santa Maria, Escurinho, Cruz da Picada, mas que se espalha por muitos outros. Logicamente, esta divisão nota-se também do ponto de vista cultural: pessoas com um nível elevado de cultura, e pessoas com um nível muito baixo. 
Por sua vez, as deficientes condições sociais, económicas e culturais explicam também a existência de ambientes de uma certa degradação e marginalidade.
Do ponto de vista religioso e de vida cristã, notam-se também grandes diferenças e assimetrias: a par de uma bastante boa formação e prática religiosa, existe, numa faixa relativamente grande da população, um vazio de conhecimentos religiosos e uma evidente ausência de vida cristã.